quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Carolina, Carol Bela

Hoje me lembrei da minha irmã. Estava comendo aquele chocolate Lancy da Lacta e logo me veio no pensamento ela.
Quando éramos criança todo verão acampávamos na praia e sempre que meu pai ia ao mercadinho que tinha próximo ao camping ele perguntava se queríamos algo.
Carol sempre respondia: Eu quero um Lancy!
Ali eu comecei a conhecer as preferências da minha irmã, Lancy certamente era o seu chocolate favorito.

Carolina é uma menina bem difícil de esquecer, assim canta Seu Jorge. E a minha irmã também é assim, difícil de esquecer.

Carol estudou nos melhores colégios de Florianópolis, fazia aulas de dança, usava lentes coloridas, cabelos extremamente lisinhos e ralinhos, short curtinho e bem colado ao corpo, aparelho nos dentes e muita encrenca pela frente.
Eu só via a minha irmã nas férias de verão e em alguns raros finais de semana quando ela ia lá pra casa trazendo na bagagem muita confusão. Enlouquecendo o meu pai com seus romances proibidos.
Ela escrevia cartas pra mim me xingando dos nomes mais absurdos possíveis, HAHA, metade do que ela me xingava nas cartas eu não sabia o que significava, ai ela dizia: Vai lá e pergunta pra sua mãe o que significa isso. Lá ia eu perguntar para minha mãe, que sempre respondia algo do tipo: Camila essa palavra significa uma doença sexualmente transmissível, ou isso significa uma mulher de rua.
Riamos horrores com todas aquelas besteiras que ela me escrevia!

Assim era (é) a minha irmã, desastrada, desbocada, maluquinha, Carolina!

Apenas sinto por achar que o destino trocou os caminhos dela. Colocando em sua vida coisas das quais ela não se encaixa, não sabe muito bem como lidar, coisas das quais ela não tem vocação de SER e FAZER.

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